Dia triste.
Semana difícil.
Mas a gente tem que respirar uma segunda vez e meter as caras.
Não tem outra maneira.
Então, que seja.
And go on.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Primeiro post do ano e surge uma dúvida: qual rumo esse blog deve tomar? Algo mais pessoal como tem sido (ou ao menos, é uma tentativa de) ou mais abrangente, como eu costumava fazer nos tempos em que escrevia diariamente a respeito de tudo? Deveria separar as estações de igual maneira? Seria mais confortável para mim?
Ás vezes, a necessidade de simplesmente escrever é maior do que a de analisar o desenrolar dos fatos. Ou então, as informações suplantam as impressões pessoais. Veremos.
Por enquanto, uma foto da minha São Paulo em um dia de chuva. Ah! A beleza por trás de tudo.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Ainda em tempo...
Dessa vez, devo me penitenciar por não ter escrito antes. Ah! Tinha tanto para dizer! Em várias situações, rascunhos de textos ficaram circulando pelos meus pensamentos. Criei histórias, resoluções imediatas e considerações para sempre me lembrar delas.
Então, porque não escrevi? Não saberia dizer. Simplesmente não o fiz.
Estou tentando deixar todos os problemas de lado apenas por alguns dias. "Só por hoje, não vou pensar!" - mas eu penso!
Animada para os próximos dias. Uma animação meio solitária, quase egoísta, além daquele friozinho de estar diante de momentos que levarei comigo além do tempo físico.
Então, porque não escrevi? Não saberia dizer. Simplesmente não o fiz.
Estou tentando deixar todos os problemas de lado apenas por alguns dias. "Só por hoje, não vou pensar!" - mas eu penso!
Animada para os próximos dias. Uma animação meio solitária, quase egoísta, além daquele friozinho de estar diante de momentos que levarei comigo além do tempo físico.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Auto-extinção
Final de ano: abandono de animais e a miséria humana
Ellen Augusta Valer de Freitas
Contra todo falso positivismo da época que, “do nada” insiste numa alegria alienante e passageira, escrevo este título como uma constatação. No fim do ano é comum o abandono de animais por aqueles que, se preciso for, deixam o vovô em casa sozinho, no asilo, “dão fim” no gato e deixam o cão na beira da estrada, à caminho de Capão. Para ir passar o verão nas praias qualquer coisa vale, inclusive, ser irresponsável.
A frase do título parece pesada, mas só para os fanáticos pelas “vibrações positivas”, os incapazes de sentir alegria genuína e que acham que uma frase vinda do exterior pode acabar com a paz de espírito interna.
No ano passado, fui a Capão da Canoa e fiquei chocada com o descaso e a ignorância dos veranistas, dos moradores e de todos com relação aos animais. Nós, que temos esse hábito de ver os animais por onde passamos, ficamos estupefatos com muitos deles abandonados nas estradas, correndo atrás de qualquer carro, na esperança de encontrar seu dono.
Carroças pesadas e jogadas no meio da cidade e no interior também. Violência contra os cavalos, crianças com chicote, imitando a realidade da nossa capital, falta de respeito geral, que me fez chorar.
Num quiosque à beira-mar, no ponto central de Capão da Canoa, sentamos para tomar água quando vimos um cão. Ia pedir um pastel para dar a ele, quando o funcionário chutou o animal. Eu me levantei e disse que iria embora daquele lugar.
O mais triste foi ver os idiotas das mesas rirem da nossa atitude, uma prova de que o deboche quase sempre vem dos ignorantes e dos miseráveis. E quanto maior a miséria, maior o deboche.
Isso foi o que mais me chocou. Ver que as pessoas estão cada vez mais idiotizadas e infelizes, mas no ano novo, no natal, querem gritar alegria! Paz! Sem saberem ao certo o que é isto.
O rapaz que chutou o cão veio com um papo de “higiene”, sendo que ele atendia de pés descalços e roupas sujas. “Miséria, miséria, em qualquer canto” (Titãs). Escrevemos para a Zero Hora, mas não publicaram nossa “reclamação”. Logicamente nunca mais ponho meus pés naquele lugar.
Mas aviso aos que respeitam os animais que esta época é a mais crítica, por se tratar do período em que as pessoas se dão conta de que seu cachorrinho (comprado nas feiras de filhotes que infelizmente ainda não foram proibidas por aqui) é grande demais para o carro, incomoda muito, terá que ficar sozinho em casa gritando (aconteceu aqui perto de minha casa). O arrependimento por ter “essa coisa” em casa faz com que pessoas irresponsáveis e miseráveis por dentro abandonem o animal em qualquer lugar, para ser chutado, passar fome e sede.
Sugiro que deixem sempre um pote de água na rua, pois outro ponto importante no verão é que os animais de rua não encontram onde beber água. É triste, mas água faz muita falta. Para nós, que temos torneiras em qualquer lugar, não, mas para animais de rua é difícil encontrar água para beber.
Aos que acreditam na esperança, no “espírito de natal”, aos que se deprimem no final de ano, aos que realmente esperam algo dessa vida, uma sugestão:
Ajude um animal carente.
Muitas pessoas ajudam seres humanos, há albergues, casas de passagens, entidades mil para ajudar humanos. Eu mesmo ajudo pessoas carentes e sei de muitos ativistas pelos animais que ajudam pessoas também. Como alguém um dia disse: humanos têm braços, pernas e voz para se defender, buscar ajuda, ir atrás de comida e de seus direitos. Animais não são ouvidos.
Para animais carentes há pouca ajuda e, nessa época, quase nenhuma. Então fica a dica, e bom veraneio a todos.
Nos encontramos em qualquer praia, menos naquelas que tratam seus animais com desrespeito!
FONTE: http://www.anda.jor.br/?p=33523
O ser humano é uma raça fadada á extinção e pelas suas próprias mãos. Se os dinossauros ainda dominassem a Terra, o planeta seria nota 10, mas os homídeos tiveram que aparecer e estragar tudo desde então.
Que venha 2012 - e você que está lendo este, crie vergonha na cara!
Ellen Augusta Valer de Freitas
Contra todo falso positivismo da época que, “do nada” insiste numa alegria alienante e passageira, escrevo este título como uma constatação. No fim do ano é comum o abandono de animais por aqueles que, se preciso for, deixam o vovô em casa sozinho, no asilo, “dão fim” no gato e deixam o cão na beira da estrada, à caminho de Capão. Para ir passar o verão nas praias qualquer coisa vale, inclusive, ser irresponsável.
A frase do título parece pesada, mas só para os fanáticos pelas “vibrações positivas”, os incapazes de sentir alegria genuína e que acham que uma frase vinda do exterior pode acabar com a paz de espírito interna.
No ano passado, fui a Capão da Canoa e fiquei chocada com o descaso e a ignorância dos veranistas, dos moradores e de todos com relação aos animais. Nós, que temos esse hábito de ver os animais por onde passamos, ficamos estupefatos com muitos deles abandonados nas estradas, correndo atrás de qualquer carro, na esperança de encontrar seu dono.
Carroças pesadas e jogadas no meio da cidade e no interior também. Violência contra os cavalos, crianças com chicote, imitando a realidade da nossa capital, falta de respeito geral, que me fez chorar.
Num quiosque à beira-mar, no ponto central de Capão da Canoa, sentamos para tomar água quando vimos um cão. Ia pedir um pastel para dar a ele, quando o funcionário chutou o animal. Eu me levantei e disse que iria embora daquele lugar.
O mais triste foi ver os idiotas das mesas rirem da nossa atitude, uma prova de que o deboche quase sempre vem dos ignorantes e dos miseráveis. E quanto maior a miséria, maior o deboche.
Isso foi o que mais me chocou. Ver que as pessoas estão cada vez mais idiotizadas e infelizes, mas no ano novo, no natal, querem gritar alegria! Paz! Sem saberem ao certo o que é isto.
O rapaz que chutou o cão veio com um papo de “higiene”, sendo que ele atendia de pés descalços e roupas sujas. “Miséria, miséria, em qualquer canto” (Titãs). Escrevemos para a Zero Hora, mas não publicaram nossa “reclamação”. Logicamente nunca mais ponho meus pés naquele lugar.
Mas aviso aos que respeitam os animais que esta época é a mais crítica, por se tratar do período em que as pessoas se dão conta de que seu cachorrinho (comprado nas feiras de filhotes que infelizmente ainda não foram proibidas por aqui) é grande demais para o carro, incomoda muito, terá que ficar sozinho em casa gritando (aconteceu aqui perto de minha casa). O arrependimento por ter “essa coisa” em casa faz com que pessoas irresponsáveis e miseráveis por dentro abandonem o animal em qualquer lugar, para ser chutado, passar fome e sede.
Sugiro que deixem sempre um pote de água na rua, pois outro ponto importante no verão é que os animais de rua não encontram onde beber água. É triste, mas água faz muita falta. Para nós, que temos torneiras em qualquer lugar, não, mas para animais de rua é difícil encontrar água para beber.
Aos que acreditam na esperança, no “espírito de natal”, aos que se deprimem no final de ano, aos que realmente esperam algo dessa vida, uma sugestão:
Ajude um animal carente.
Muitas pessoas ajudam seres humanos, há albergues, casas de passagens, entidades mil para ajudar humanos. Eu mesmo ajudo pessoas carentes e sei de muitos ativistas pelos animais que ajudam pessoas também. Como alguém um dia disse: humanos têm braços, pernas e voz para se defender, buscar ajuda, ir atrás de comida e de seus direitos. Animais não são ouvidos.
Para animais carentes há pouca ajuda e, nessa época, quase nenhuma. Então fica a dica, e bom veraneio a todos.
Nos encontramos em qualquer praia, menos naquelas que tratam seus animais com desrespeito!
FONTE: http://www.anda.jor.br/?p=33523
O ser humano é uma raça fadada á extinção e pelas suas próprias mãos. Se os dinossauros ainda dominassem a Terra, o planeta seria nota 10, mas os homídeos tiveram que aparecer e estragar tudo desde então.
Que venha 2012 - e você que está lendo este, crie vergonha na cara!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Volto logo.
Estava rascunhando 3 novos posts respondendo alguns comentários em off que recebi, mas problemas de saúde me impediram de concluí-los. No entanto, não estão esquecidos. Stay tuned!
sábado, 5 de dezembro de 2009
O sexo do seu cérebro.
Mais um daqueles testes sem fundamento nenhum, mas que nunca conseguimos resistir.
Qual o sexo do seu cérebro? (Extraído da Revista Época)
O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Para saber o seu, acesse o link: http://www.sedentario.org/videos/seu-cerebro-e-gay-14325
A propósito, por 1 único ponto de diferença, o meu é feminino. Achei uma vantagem bastante confortável até.
Qual o sexo do seu cérebro? (Extraído da Revista Época)
O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Para saber o seu, acesse o link: http://www.sedentario.org/videos/seu-cerebro-e-gay-14325
A propósito, por 1 único ponto de diferença, o meu é feminino. Achei uma vantagem bastante confortável até.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Dead Line.
Ok, hoje vou falar sobre suicídio. É, isso mesmo. Suicídio, aquele assunto sobre o qual ninguém fala a não ser para criticar e julgar a respeito de algo que não lhe pertence como toda boa sabedoria de párachoque de caminhão.
Assisti programas e entrevistas a respeito da morte de uma atriz hoje que teria supostamente se suicidado. O engraçado é que ninguém se lembrava mais dela, mas como sempre acontece nesse país, ela esteve no auge ao menos nesse dia.
Acho muito engraçado quando dizem "ninguém tem o direito de tirar a própria vida", "esse é um ato covarde", "só Deus pode fazer algo assim", "a vida é tão bonita" e todos os clichês característicos. É sempre o mesmo discurso hipócrita e geralmente, sem embasamento nenhum. Se você perguntar para essas pessoas algo além ou para elas falarem mais a respeito, não se surpreenda se ficarem dando voltas no mesmo lugar sem dizer nada de concreto.
Pra começar, se vier com papinho religioso, desconsidero de cara porque conheço todo o sermão pré-fabricado que terei que ouvir e sem receber nada por isso. Rola um cachê pelo aluguel do meu ouvido? Teorias religiosas embasadas em circunstâncias fantasiosas e discursos prontos são totalmente descartáveis pra mim. Se "Não cai uma folha de uma árvore sem o consentimento de Deus", então não me venha dizer que um suicida contrariou "a lei". Se disser "Ah, mas Deus nos deu o livre arbítrio", então, porque ele só ama e protege quem o segue? Cristianismo é esquizofrênico e contraditório.
Mas voltando ao assunto desse post: onde estavam as pessoas que apontam o dedo para quem tira a sua própria vida? Será que na hora que ele(a) precisou, tinha alguém ao seu lado e mais, será que essas pessoas estavam ali? É fácil criticar, difícil é olhar além do seu umbigo e perceber que o mundo não gira ao seu redor, meu chapa.
Ninguém mais se importa com quem está do lado, a não ser para julgar. Perdemos tempo criando "n" suposições sobre algo que não nos pertence, a verdade do outro, mas não perdemos metade desse mesmo tempo perguntando "Ei, está tudo bem?" ou dando um abraço.
Também não podemos nos esquecer do quão "perfeitos" somos para julgarmos quem pratica um ato assim. Ninguém é perfeito para julgar o outro como imperfeito. Isso é mediocridade barata!
Antes que eu me esqueça, NÃO, eu não estou defendendo o suicídio. Não, não acho legal e nem estou apregoando nada, mas acho engraçado como os julgamentos nascem da maneira mais vil quando se trata disso. Ninguém sabe da dor do outro. O que para mim parece pouco, pode ser muito para o outro. E aí? É a verdade dele e pertence somente a ele. Eu nunca vou conhecer a sua dor como ele não vai conhecer a minha. Trepudiar sobre o sofrimento alheio é uma atitude covarde.
Resumo da ópera: você não sabe o que aquela pessoa sentia. Não julgue. Onde você estava que não estendeu a mão, mas agora, aponta o dedo?
Se a moça realmente se suicidou, foi uma escolha dela. Se ela encontrou o que buscava, nunca vou saber. Tomara ninguém nunca chegasse a esse ponto, mas esqueci de dar sinal para a nuvenzinha cor-de-rosa parar quando ela passou por aqui.
Assisti programas e entrevistas a respeito da morte de uma atriz hoje que teria supostamente se suicidado. O engraçado é que ninguém se lembrava mais dela, mas como sempre acontece nesse país, ela esteve no auge ao menos nesse dia.
Acho muito engraçado quando dizem "ninguém tem o direito de tirar a própria vida", "esse é um ato covarde", "só Deus pode fazer algo assim", "a vida é tão bonita" e todos os clichês característicos. É sempre o mesmo discurso hipócrita e geralmente, sem embasamento nenhum. Se você perguntar para essas pessoas algo além ou para elas falarem mais a respeito, não se surpreenda se ficarem dando voltas no mesmo lugar sem dizer nada de concreto.
Pra começar, se vier com papinho religioso, desconsidero de cara porque conheço todo o sermão pré-fabricado que terei que ouvir e sem receber nada por isso. Rola um cachê pelo aluguel do meu ouvido? Teorias religiosas embasadas em circunstâncias fantasiosas e discursos prontos são totalmente descartáveis pra mim. Se "Não cai uma folha de uma árvore sem o consentimento de Deus", então não me venha dizer que um suicida contrariou "a lei". Se disser "Ah, mas Deus nos deu o livre arbítrio", então, porque ele só ama e protege quem o segue? Cristianismo é esquizofrênico e contraditório.
Mas voltando ao assunto desse post: onde estavam as pessoas que apontam o dedo para quem tira a sua própria vida? Será que na hora que ele(a) precisou, tinha alguém ao seu lado e mais, será que essas pessoas estavam ali? É fácil criticar, difícil é olhar além do seu umbigo e perceber que o mundo não gira ao seu redor, meu chapa.
Ninguém mais se importa com quem está do lado, a não ser para julgar. Perdemos tempo criando "n" suposições sobre algo que não nos pertence, a verdade do outro, mas não perdemos metade desse mesmo tempo perguntando "Ei, está tudo bem?" ou dando um abraço.
Também não podemos nos esquecer do quão "perfeitos" somos para julgarmos quem pratica um ato assim. Ninguém é perfeito para julgar o outro como imperfeito. Isso é mediocridade barata!
Antes que eu me esqueça, NÃO, eu não estou defendendo o suicídio. Não, não acho legal e nem estou apregoando nada, mas acho engraçado como os julgamentos nascem da maneira mais vil quando se trata disso. Ninguém sabe da dor do outro. O que para mim parece pouco, pode ser muito para o outro. E aí? É a verdade dele e pertence somente a ele. Eu nunca vou conhecer a sua dor como ele não vai conhecer a minha. Trepudiar sobre o sofrimento alheio é uma atitude covarde.
Resumo da ópera: você não sabe o que aquela pessoa sentia. Não julgue. Onde você estava que não estendeu a mão, mas agora, aponta o dedo?
Se a moça realmente se suicidou, foi uma escolha dela. Se ela encontrou o que buscava, nunca vou saber. Tomara ninguém nunca chegasse a esse ponto, mas esqueci de dar sinal para a nuvenzinha cor-de-rosa parar quando ela passou por aqui.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
"Now I lay me down to sleep..."
Enfim, chegamos a Dezembro. Em circunstâncias normais, meu grau de ranzinzice estaria acima da média, mas quase posso dizer que hoje estou tranquila e numa boa. Amanhã posso voltar a ameaçar a paz mundial.
Ok, tamanha tranquilidade já é um exagero, mas até mesmo o mau humor merece tirar umas férias e curiosamente, minha garganta dói mais quando estou nervosa ou de cabeça quente.
Vai entender essa somatização louca! Tsc, tsc, tsc.
♫ Metallica - Sad But True
"I'm your dream make you real.
I'm your eyes when you must steal.
I'm your pain when you can't feel.
I'm your truth telling lies.
I'm your reason alibis.
I'm inside, open your eyes.
I'm you,
Sad but true..."
Saudades do bom e velho Metallica.
Ah, é. Barbies não ouvem "rock barulhento from hell".
Ok, tamanha tranquilidade já é um exagero, mas até mesmo o mau humor merece tirar umas férias e curiosamente, minha garganta dói mais quando estou nervosa ou de cabeça quente.
Vai entender essa somatização louca! Tsc, tsc, tsc.
♫ Metallica - Sad But True
"I'm your dream make you real.
I'm your eyes when you must steal.
I'm your pain when you can't feel.
I'm your truth telling lies.
I'm your reason alibis.
I'm inside, open your eyes.
I'm you,
Sad but true..."
Saudades do bom e velho Metallica.
Ah, é. Barbies não ouvem "rock barulhento from hell".
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Quebraria o silêncio.
Sinto falta dos amigos que eu tinha. Sinto falta do que fazíamos juntos. Sinto falta de uma parte da minha vida que eu tive que enterrar literalmente da noite pro dia. Quando penso em tantos bons momentos, ainda é doloroso saber que tudo ficou em um passado tão remoto e sem nenhuma outra opção. Parece que foi há tanto tempo, em outra vida. Ás vezes, parece como uma visão que nem tenho a certeza se aconteceu.
Sinto falta da C. e da G. Lembro com saudades dos longos papos com o I. Eles nunca souberam o quanto eram queridos pra mim, até tudo acontecer e eu nem saberia dizer como.
Hoje confesso sem o menor constrangimento: não tenho predisposição para novas amizades. Não tenho vontade de tê-las. Simples como algo inexplicável. Mas sinto falta do que eu tinha. Sinto muita falta. Penso que no fundo, devo ser uma péssima pessoa, daquelas cuja companhia não faz diferença, então, não se tem. Esse é o primeiro pensamento que me vem á cabeça: devo ser uma péssima companhia.
Respiro e sigo em frente um pouco mais triste, guardando aquelas lembranças, os sorrisos, as conversas que entravam madrugada afora até o dia amanhecer e que duravam um piscar de olhos. Isso era tudo o que eu queria hoje, uma boa conversa daquelas que nos fazem perder a noção do tempo e que guardamos pra sempre.
Sinto falta da C. e da G. Lembro com saudades dos longos papos com o I. Eles nunca souberam o quanto eram queridos pra mim, até tudo acontecer e eu nem saberia dizer como.
Hoje confesso sem o menor constrangimento: não tenho predisposição para novas amizades. Não tenho vontade de tê-las. Simples como algo inexplicável. Mas sinto falta do que eu tinha. Sinto muita falta. Penso que no fundo, devo ser uma péssima pessoa, daquelas cuja companhia não faz diferença, então, não se tem. Esse é o primeiro pensamento que me vem á cabeça: devo ser uma péssima companhia.
Respiro e sigo em frente um pouco mais triste, guardando aquelas lembranças, os sorrisos, as conversas que entravam madrugada afora até o dia amanhecer e que duravam um piscar de olhos. Isso era tudo o que eu queria hoje, uma boa conversa daquelas que nos fazem perder a noção do tempo e que guardamos pra sempre.
A "semana daquelas" realmente foi além do que eu esperava - negativamente falando. Ter que voltar para a minha rotina médica era algo inevitável e desejável por um lado, mas é um desgaste incomensurável com a premissa de não ter solução alguma. Não vejo o mínimo passo nesse sentido. Talvez eu apenas precise de paciência, mas as opções vão se afunilando para a única que não quero. Foi difícil passar por tudo sozinha. Começo a sentir aquele gosto amargo novamente.
Experimentei tantas outras doses menores do mesmo sabor amargo, todas distribuídas ao longo dos últimos dias. Ás vezes, quando se fica á deriva, acaba tornando-se invisível.
Experimentei tantas outras doses menores do mesmo sabor amargo, todas distribuídas ao longo dos últimos dias. Ás vezes, quando se fica á deriva, acaba tornando-se invisível.
Há muito tempo atrás, me lembro de terminar um post dizendo que me sentia triste por ter naquela madrugada uma fria página em branco como ouvinte. Me referia aos meus muitos escritos, na época, uma atividade mais intensa do que hoje. Talvez esta, a intensidade, seja realmente a única diferença.
Não. Antes eu ainda sonhava.
Não. Antes eu ainda sonhava.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Respirando fundo.
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